O maior festival de jazz da América Latina
A história de Rio das Ostras, o maior festival de jazz da América Latina fica numa antiga vila de pescadores. Xênia França no Cultura Artística, Meia Solidária na Jazz Mansion e muito mais.
Abertura por Dennis Vianêz

Em 2003, uma cidade de praia no litoral do Rio fez uma aposta que parecia loucura: trocar os shows de verão, aqueles de sempre, por um festival de jazz e blues. Gratuito. Na rua. De frente pro mar.
O que parecia loucura virou o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival: o maior festival do gênero na América Latina e um dos dez maiores do mundo.
O festival não começou num palco estruturado: começou nas areias da Praia de Costazul, em 2003. O próprio documentário oficial se chama "Da areia da praia à Cidade do Jazz: 20 anos de Rio das Ostras Jazz & Blues Festival", e conta como o evento colocou a Vila de Pescadores no cenário internacional da música.
Se pensar só nos números, nem dá pra achar que jazz é um gênero de nicho. São mais de 600 shows em 22 edições. Mais de 1 milhão de espectadores. Entre 100 e 130 mil pessoas a cada edição, em quatro dias de feriadão de Corpus Christi. Cinco palcos espalhados entre a praia e a lagoa, tudo de graça, tudo ao ar livre.

Mas o festival tem uma magia diferente que vai muito além dos números.
São diversos palcos. Tem o da Lagoa de Iriry, montado num anfiteatro dentro de uma área de preservação ambiental. É lá que rola o blues, sempre às 14h, com seis mil pessoas cantando junto de frente pra água.
Tem a Concha Acústica na Praia do Centro, dedicada só a revelar novos talentos da música instrumental brasileira. É o primeiro palco a abrir, às 11h15 da manhã. Jazz de café da manhã, praticamente.

E as lendas que já passaram por lá?
Ron Carter é o baixista mais gravado da história do jazz, o cara que segurou o contrabaixo do quinteto de Miles Davis. E ele tocou de graça, ao ar livre, numa cidade de 150 mil habitantes no litoral fluminense. Também passaram por lá Medeski, Martin & Wood com Bill Evans, os Yellowjackets, Nicholas Payton e Jane Monheit, além de Richard Bona e o Spyro Gyra, que voltou ao festival no ano em que completava 50 anos de carreira.
Rio das Ostras virou Capital Estadual do Jazz & Blues em 2011. Este ano, o festival foi reconhecido por lei como Patrimônio Cultural e Imaterial da cidade. Uma cidade inteira que decidiu que jazz era coisa de todo mundo, e provou.
Próxima edição acontece só no ano que vem. Quero juntar um bonde na Jazz Mansion pra ir! Que tal?
Dennis Vianêz • Idealizador Jazz Mansion
Como funciona a Meia Solidária na Jazz Mansion?

ÚLTIMOS INGRESSOS LOTE 3
Daqui a exatamente 1 mês estaremos juntos no nosso festival! Você pode garantir seu ingresso pela metade do preço e ainda fazer uma boa ação. Caso você não tenha direito à meia-entrada, você pode garantir o benefício levando 1kg de alimento não perecível na porta do evento.
É fácil, rápido e você ainda contribui para uma instituição necessitada.
Os ingressos do lote 3 estão acabando no valor de R$ 245. Não deixe de garantir já seu ingresso!
Também vale ouvir

🇺🇸 Eleanor Rigby, Stanley Jordan (1985):
Stanley Jordan toca guitarra como quem toca piano: as duas mãos no braço do instrumento, técnica que chamam de tapping. Quando essa gravação saiu, o mundo do jazz parou pra entender o que estava ouvindo. Foi ele quem abriu a primeira edição de Rio das Ostras, em 2003. Em 2026, voltou pra fechar o ciclo.
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🇺🇸 Bolt Cutters & The Family Name, Larkin Poe (2022):
Rebecca e Megan Lovell são irmãs, tataranetas de um primo de Edgar Allan Poe, e o disco Blood Harmony venceu o Grammy de Melhor Álbum de Blues Contemporâneo. O primeiro show delas na América Latina não foi em São Paulo nem no Rio. Foi de graça, ao ar livre, em Rio das Ostras.
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🇬🇧 Source, Nubya Garcia (2020):
A saxofonista que lidera a nova cena de jazz de Londres, filha de imigrantes caribenhos, misturando dub, reggae e improvisação numa faixa de 12 minutos. Passou pelo festival em junho. O disco Source foi eleito um dos melhores do ano pela crítica britânica.
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O que fazer em SP

💿 DJ Luisa Viscardi no Vão Livre • Sexta (24/07)
MASP • Avenida Paulista • 18h às 22h • Gratuito
Um set de soul, funk, disco, boogie, hip-hop, jazz-funk e brasilidades embaixo do vão projetado por Lina Bo Bardi. Música, arquitetura e ocupação urbana no mesmo programa.
🍝 Festa de Nossa Senhora Achiropita • Até domingo (26/07)
Bixiga • Sexta, sábado e domingo
Uma das festas de rua mais tradicionais de São Paulo está de volta ao Bixiga. Fogazzas, massas artesanais, antepastos, doces italianos, vinho e música ao vivo tomam conta das ruas em uma experiência que mistura gastronomia, cultura e história paulistana.
🎤 Ellen Oléria apresenta Canto de Casa Vol. 1 (Acústico) • Sexta (24/07)
Bona Casa de Música • Sumaré • 21h
A vencedora do The Voice Brasil apresenta seu novo álbum Canto de Casa Vol. 1 em um show intimista de voz e violão. Com influências de MPB, soul, R&B, samba, afrobeat, hip-hop e jazz brasileiro, Ellen transforma o palco da Bona em um encontro marcado por afeto, ancestralidade e música negra contemporânea. Uma excelente pedida para quem aprecia grandes intérpretes e sonoridades sofisticadas.
✨ Xênia França • Quinta (30/07)
Teatro Cultura Artística • Consolação • 20h
Vencedora do Latin Grammy, Xênia França encerra a premiada turnê Em Nome da Estrela em um espetáculo que une soul, jazz, R&B e música brasileira com uma estética contemporânea e influências afro-diaspóricas. A apresentação celebra um dos discos mais importantes da música brasileira recente e marca o retorno da artista ao palco do recém-reaberto Teatro Cultura Artística.
Agenda Jazz Mansion

Toda Terça Um Jazz
Bourbon Street · Moema · 19h30
Ingresso R$ 38 ou gratuito para membros do club
28/07 · De Gil a Ben Jor com Gêde Lima: Uma homenagem a Gilberto Gil e Jorge Ben Jor num espetáculo intimista que percorre canções que marcaram gerações. Criatividade, poesia e riqueza da música popular brasileira.
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